E finalmente, Lady GaGa na Vogue US! Depois da Vogue UK, Paris e Hommes Japan, essas foram as únicas fotos que eu realmente gostei e estão presentes na edição de Dezembro da revista. As fotos tão muito boas, e para os que tão se perguntando quem é a ruiva: Sim, é a Lily Cole. Cliquem pra ver maior:
Gaga veste Marc Jacobs SS 2010 e plataformas Nina Ricci.
Balmain é uma das marcas mais sonho de consumo pela maioria dos fashionistas, a jaquetinha com ombreiras usadas por tantos artistas, em tantos editoriais e tão copiada foi mais uma entre tantas peças da marca que despertavam desejo. Christophe Decarnin, designer da grife, não fez feio na nova coleção, onde só de ver você já tem vontade de correr nú na Avenida Paulista em protesto por Balmain de graça para todos.
Chrtistophe faz uma coisa que se eu fosse mulher casava com ele: A mulher Balmain é extremamente sexy, ousada, mas de uma forma que não é exagerada, é chique, é perfeito. A coleção primavera/verão é exatamente isso.
As ombreiras pontudas e exageradas foram deixadas no passado, mas continuam bem leves (pra ninguém esquecer) em dragonas, como em uniformes militares. As camisetas rasgadas em tons de terra como se as modelos tivessem participado de uma guerra-fashionable antes do desfile e as calças apertadas, brilhantes ou rasgadas.
Os vestidos com panos em excesso na parte traseira ou fazendo sobreposições, muito brilho e também rasgos na parte do ombro, demonstrando novamente uma mulher guerreira, mas dessa vez como uma amazona, usando bastante o dourado, marrom e cinza, para dar aquela idéia de “mulher aventureira”.
Apesar da beleza e de toda essa idéia consumista, a coleção não está melhor nem pior que as anteriores, se igualando, talvez, pela pouca diferença e originalidade entre elas. Mas ainda assim, nós queremos Balmain.
De Londres à Milão. Caos, correria, último toque. Apreciação.
Domenico e Stefano fazem jus à sua reputação. Ambos tornaram-se símbolos ao trazer à tona o underwear as outerwear: o sutiã de renda que aparece, o corselet, a renda…a lingerie que deixou de ser simplesmente a vulgar “roupa de baixo” para tornar-se uma roupa para se usar por fora, para mostrar-se sem ter medo. As palavras femenilidade e sensualidade andam juntas no dicionário dos dois.
A primavera-verão de 2010 da Dolce e Gabbana foi um tributo à beleza clássica voltada para o sex-appeal italiano e ao estilo siciliano de se aproveitar a vida. Contrastes entre proporções, tecidos, transparências, alfaiataria, estampas e formas.
Quando ficava clara a predominância de uma cor no look a maneira mais fácil de sair do senso comum é investir em texturas diferenciadas. Muita renda, modelagens diferentes, houve até trabalho em crochet! Domenico e Stefano brincaram também com tamanhos, investindo em comprimentos que se estendessem para além do joelho e sem ficar com cara de velha.
Nos looks pretos, também houve o mesmo jogo, e até uma versão atualizada do vestido-clichê de can-can (primeira modelo da direita). Alfaiataria impecável, acessórios diferenciados: havia colares cheios de “medalhinhas de ouro” – bem ciganos – e outros com crucifixos, pulseiras, bolsas em trabalhadas no tricot, e uma ampla gama de sapatos. Um mais lindo que o outro.
Apostou-se muito em combinações entre estampas, que quando apenas vistas, poderiam até parecer cafonas, mas que nas mãos dos estilistas ganharam um ar de sofisticação incomparável. Até o próprio trabalho entre as texturas de uma mesma estampa dão a impressão de se tratarem de duas ou mais estampas completamente diferentes. Sem moderação para os ousados.
Não é a primeira vez que o desfile da Dolce & Gabbana é acessível pela internet. Mas uma coisa que nunca tinha sido vista até o momento foi: mostrar ao vivo a desordem que é o backstage, os últimos detalhes, a chegada dos convidados (editores de moda e celebridades), toda essa movimentação louca que faz parte de um desfile. Ver isso antes do desfile (havia telas no espaço da passarela onde se passavam imagens de toda a maluquice que ocorria no backstage) provavelmente só aumentou a ansiedade de quem esperava para ver o resultado final, que de maneira alguma deixou à desejar.
As semanas de moda continuam acontecendo, e nós vamos continuar de olho nos desfiles mais legais para postar aqui. Das passarelas que postamos, vimos muitas cores pro verão 2010, principalmente as bem marcantes como vermelho, amarelo, laranja, verde e azul em temas diferenciados. Essa foi a primeira vez do estilista JCDC na semana de moda de Londres e aconteceu fora do line-up dos desfiles do dia, sendo assim, só conseguimos fotos próximas (via IM//UR), nada de catwalk.
Jean-Charles de Castelbajac é conhecido pelo uso de cores fortes em suas coleções sempre junto à excentricidade, ideias loucas e inspirações divertidas. Com coleções inspiradas em legos, fotos de Barack Obama, McDonalds, Mickey, e até bandeiras, ele é dono da famosa roupa feita de Kermit The Frog que a GaGa usou e causou. Apesar de algumas de suas coleções conterem peças pouco comerciais, daquelas que você diria “eu nunca usaria isso” ou “só teria pra guardar”, a coleção primavera/verão de 2010 do estilista marroquino está mais do que desejável.
Entitulada “Punkahontas and the Ducks” é – como já diz o nome – uma coleção inspirada no filme da Disney, Pocahontas e no blasé Pato Donald. O uso do azul, vermelho e amarelo em detalhes sobre a cor branca remete à roupa de marinheiro que o personagem Donald usa no famoso desenho da Disney. Camisetas, bolsos, cintos… As cores estão nos detalhes. E a corrente com a cara do personagem? EU QUERO!
Penas, e mais penas, cocares, pinturas na cara, e preto; remetem ao filme romântico sobre a cultura indígena-norte-americana, Pocahontas, misturado às cores alegres e marcantes.
JCDC tem também a mania de sempre ter algumas peças que fogem ao tema da coleção, como vestidos de jornais, meias da bandeira americana e camisetas com desenhos fofos, mas tudo seguindo as cores da coleção.
Criador das roupas de Britney Spears no clipe de Toxic, que já vestiu a realeza como Madonna, Kylie Minogue e Björk, santas como GaGa, Paris Hilton, Lindsay Lohan e outras famosas, o estilista americano Jeremy Scott já passou por aqui duas vezes, e não foi só por contar, foi por desejo mesmo. Agora ele está de volta, pra alegria de todos nós.
Para quem já se inspirou e fez uma coleção toda pensada no Mickey, a idade da pedra não é um tema engraçado e muito menos estranho. O desfile da coleção primavera/verão do estilista é como rever os Flintstones, mas cheios de cores e tendências como no desfile de Marc by Marc.
Estampas inspiradas em peles de animais como onças e tigres, sobre cores bem selecionadas como roxo, verde, azul, laranja, amarelo e rosa. Nos sapatos, ossinhos como de dinossauros, nos cabelos, a inspiração em Pedrita, mas muito mais exagerada, muito friz armado. Para os homens, o tênis de asinhas da Adidas versão multicolor. Na bolsa, uma estampa de ossinhos rasgando o pano, uma fofura.
Barras e mangas com cortes triangulares artificiais deixam as peças cada vez mais “pré-históricas” como se fossem fantasias de uma festa era dos dinossauros, mas detalhes como cintura alta, golas, laços, mangas e tecidos brilhosos deixam as peças mais usáveis do que você pensa.
O uso de jeans, couro (nas jaquetas), e detalhes como capuzes e shorts também deixa a coleção menos fantasiosa, podendo tornar-se um grande desejo para aqueles que acharem a coleção um tanto quanto exagerada.
Jeremy Scott não é daqueles que faz qualquer coisa, e muito menos daquele que não faz você desejar cada pedacinho da coleção mesmo vendo tudo apenas de uma passarela ou de fotos, não é? Você voltaria pra pré-história agora?
Para morrer mais um pouquinho, lá no Cobrasnake tem fotos dos bastidores do desfile. E obrigado à aniversariante do dia, minha querida amiga Pedro, pela a grande ajuda no post!